MPS.BR Qualidade de Software

Melhoria de Processos do Software Brasileiro - MPS.BR

Modelo de qualidade de software voltado para a realidade brasileira, principalmente para as pequenas e médias empresas de desenvolvimento de software.

Uma das suas principais vantagens é o custo de certificação se comparado aos seus similares estrangeiros, atendendo assim a demanda e necessidades das micro, pequenas e médias empresas.

Toma como base as práticas descritas pelo CMMI, nas normas ISO/IEC 12207 e ISO/IEC 15504.

CMMI - Capability Maturity Model Integration

IEC_12207 ISO/IEC 12207 - Processo do Ciclo de Vida do Software

É a norma que define processo de desenvolvimento de software.

Processos Fundamentais

Os cinco processos fundamentais de ciclo de vida são:

  • Aquisição;
  • Fornecimento;
  • Desenvolvimento;
  • Operação; e
  • Manutenção.
Aquisição

O propósito do Processo de Aquisição é obter um produto e/ou serviço que satisfaça a necessidade expressa pelo cliente. O processo inicia com a identificação de uma necessidade do cliente e termina com a aceitação do produto e/ou serviço.

1. Processo de Aquisição
1.1 Proposta de Aquisição
1.2 Seleção do Fornecedor
1.3 Gerenciamento do Fornecedor
1.4 Aceitação do Cliente

Fornecimento

O Processo de Fornecimento é a sustentação para a execução dos processos de desenvolvimento, manutenção e/ou operação do produto ou serviço de software. O processo se inicia na preparação de uma proposta para atendimento de um pedido de proposta de um adquirente e encerra-se com a entrega do produto ou serviço de software. O propósito do Processo de Fornecimento é estabelecer um produto ou serviço para o cliente que atenda os requisitos acordados.

2. Processo de Fornecimento
2.1 Iniciação
2.2 Preparação de resposta
2.3 Contrato
2.4 Planejamento
2.5 Execução e Controle
2.6 Revisão e Avaliação
2.7 Entrega e Conclusão

Desenvolvimento

O Processo de Desenvolvimento contém as atividades e tarefas para o desenvolvimento do software, dentre elas: Elicitação de requisitos, análise de requisitos, projeto, construção, integração, testes e instalação. O propósito do Processo de Desenvolvimento é transformar um conjunto de requisitos em um produto de software ou um sistema baseado em software que atenda às necessidades explicitadas pelo cliente.

3. Processo de Desenvolvimento
3.1 Implementação do Processo
3.2 Análise dos Requisitos
3.3 Projeto da Arquitetura Sistema
3.4 Análise dos Requisitos Software
3.5 Projeto Arquitetura Software
3.6 Projeto Detalhado Software
3.7 Codificação e Testes do Software
3.8 Integração do Software
3.9 Teste de Qualificação do Software
3.10 Integração do Sistema
3.11 Teste de Qualificação do Sistema
3.12 Instalação do Software
3.13 Apoio à Aceitação do Software

Operação

O Processo de Operação contém as atividades e tarefas para a operação do software e suporte operacional aos usuários. O propósito do Processo de Operação é operar o produto de software no seu ambiente e fornecer suporte aos clientes desse produto.

4. Processo de Operação
4.1 Implementação do Processo
4.2 Teste Operacional
4.3 Operação do Sistema
4.4 Suporte ao Usuário

Manutenção

O propósito do Processo de Manutenção é modificar um produto de software ou sistema após a sua entrega apara corrigir falhas, melhorar o desempenho ou outros atributos, ou adaptá-lo a mudanças do ambiente.

5. Processo de Manutenção
5.1 Implementação do Processo
5.2 Análise do problema e da modificação
5.3 Implementação da modificação
5.4 Revisão/Aceitação da manutenção
5.5 Migração
5.6 Descontinuação do Software

Processos de Apoio

Processo de Documentação

1.1 Implementação do Processo
1.2 Projeto e Desenvolvimento
1.3 Produção
1.4 Manutenção

Processo de Gerência de Configuração

2.1 Implementação do Processo
2.2 Identificação da Configuração
2.3 Controle da Configuração
2.4 Relato da situação da Configuração
2.5 Avaliação da Configuração
2.6 Gerência de liberação e distribuição

Processo de Garantia da Qualidade

3.1 Implementação do Processo
3.2 Garantia do Produto
3.3 Garantia do Processo
3.4 Sistema de Garantia da Qualidade

Processo de Verificação

4.1 Implementação do Processo
4.2 Verificação

Processo de Validação

5.1 Implementação do Processo
5.2 Validação

Processo de Revisão Conjunta

6.1 Implementação do Processo
6.2 Revisões de Gerenciamento do Projeto
6.3 Revisões Técnicas

Processo de Auditoria

7.1 Implementação do Processo
7.2 Auditoria

Processo de Resolução do Problema

8.1 Implementação do Processo
8.2 Resolução do Problema

Processos Organizacionais

Processo de Gerência

1.1 Iniciação e definição do escopo
1.2 Planejamento
1.3 Execução e Controle
1.4 Revisão e Avaliação
1.5 Conclusão

Processo de Infra-Estrutura

2.1 Implementação do Processo
2.2 Estabelecimento da Infra-Estrutura
2.3 Manutenção da Infra-Estrutura

Processo de Melhoria

3.1 Estabelecimento do Processo
3.2 Avaliação do Processo
3.3 Melhoria do Processo

Processo de Treinamento

4.1 Implementação do Processo
4.2 Desenvolvimento do material de treinamento
4.3 Implementação do plano de treinamento

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IEC_15504 ISO/IEC 15504 - Processo de Avaliação de Desenvolvimento de Software

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É a norma que define processo de avaliação de desenvolvimento de software

A norma está organizada em partes sob o título genérico Tecnologias de Informação – Avaliação de Processos.

As partes que compõem a norma ISO/IEC_15504 são:

* Parte 1 - Conceitos e vocabulário - introdução geral aos conceitos de avaliação de processos e um glossário de termos relacionados à avaliação.

* Parte 2 - Realização uma avaliação - define os requisitos normativos para a realização de uma avaliação de processo e para modelos de processo em uma avaliação, e define uma infra-estrutura de medição para avaliar a capacidade de processo. Essa infra-estrutura de medição define nove atributos de processo, agrupados em seis níveis de capacidade de processo.

* Parte 3 - Orientação para a realização de uma avaliação.

* Parte 4 - Orientação sobre a utilização de processo melhoria para a determinação de capacidade.

* Parte 5 - Modelo de avaliação do ciclo de vida do processo de software

* Parte 6 - Modelo de sistemas de avaliação do ciclo de vida de processos

* Parte 7 - Avaliação de maturidade organizacional (esperada publicação 2008)

Na norma ISO/IEC 15504 a avaliação de processos é baseada num modelo bi-dimensional, que contém:

  • Dimensão para o Processo (Process Dimension),

Dada através do Modelo de Referência de Processos (Process Reference Model), o qual define um conjunto de processos caracterizados por uma descrição dos objetivos e dos resultados.

  • Dimensão para a Capacidade ( Potencialidades Capability Dimension) . .

Consiste de processo de avaliação composto por seis níveis de capacidade - Níveis de Potencialidades do Processo (Process Capability Levels) e pelos atributos de processo associados a cada nível (Process Attributes). O resultado da avaliação consiste na determinação do perfil de cada um dos processos através da classificação dos respectivos atributos. A avaliação pode ainda incluir o nível de capacidade atingido por cada processo (determinado a partir dos atributos).

A Dimensão para a Capacidade foi atualizada para corrigir pontos identificados ao longo do uso do ISO/IEC TR 15504 ( antecessora da ISO/IEC_15504 ), alinhando-a com os conceitos de orientação a processos da norma ISO 9001:2000.

ISO/IEC 15504 - SEI

ISO/IEC 15288 - Processo do Ciclo de vida do Sistema

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Resumo dos modelos de referência de Processos correlatos:

  • ISO 9126 - Norma para qualidade de produtos de software
  • ISO 14598 - Guias para avaliação de produtos de software
  • ISO 12119 - Norma para qualidade de pacotes de software
  • ISO 12207 - Processos de ciclo de vida do software.
  • ISO/IEC 15271 Guia para ISO/IEC 12207
  • ISO/IEC 14764 Manutenção de Software
  • NBR ISO 9000-3 -Diretrizes para aplicação da norma ISO 9001 para o desenvolvimento, fornecimento e manutenção de software.
  • ISO 15504 - SPICE - Projeto da ISO/IEC para avaliação dos processos de desenvolvimento de software.
  • ISO/IEC 15288 - Processo do Ciclo de vida do Sistema .
  • ISO 18529 - Processo do Ciclo centrado no Homem.
  • CMM- Capability Maturity Model. Modelo do Software Engineering Intitute (SEI)
  • CMMI- Capability Maturity Model Integrated. Estende o CMM para avaliação de processos de software.
  • OOSPICE - Component-based development processes.
  • SPICE SPICE User Group - IT service management processes.
  • SPICE for 9000 (S9K). - Quality management system processes.
  • Automotive SPICE - Automotive embedded software.
  • Medi SPICE - Medical device software.

O MPS.BR

Apoio: Ministério da Ciência e Tecnologia, FINEP, Universidades e Banco Interamericano de Desenvolvimento

Coordenação é da Softex - Melhoria de Processos do Software Brasileiro

Assim como em todas as demais áreas, a área de desenvolvimento de software deve buscar a qualidade do processo, para com isto ter:

* Aumento da qualidade do produto,
* Maior produtividade, principalmente com a diminuição do retrabalho,
* Maior competitividade com a redução do tempo de resposta ( Prototipação, bibliotecas de classes, ferramentas de desenvolvimento e controle),
* Controle de projeto, e
* Qualidade voltada para o cliente

Níveis de Maturidade

O MPS.BR apresenta 7 níveis de maturidade (o CMMI apresenta cinco níveis):

* A - Em Otimização;
* B - Gerenciado quantitativamente;
* C - Definido;
* D - Largamente Definido;
* E - Parcialmente Definido;
* F - Gerenciado;
* G - Parcialmente Gerenciado;

O processo da ISO 9001-2000 equivale ao nível 3 do CMMI, e o CMMI apresenta a seguinte relação com o MPS.BR

MPSBR.JPG

Guias

O MPS.BR está descrito por meio de documentos em formato de guias:

• Guia Geral: contém a descrição geral do MPS.BR e detalha o Modelo de Referência (MR-MPS), seus componentes e as definições comuns necessárias para seu entendimento e aplicação;
• Guia de Aquisição: descreve um processo de aquisição de software e serviços correlatos. É descrito como forma de apoiar as instituições que queiram adquirir produtos de software e serviços correlatos apoiando-se no MR-MPS;
• Guia de Avaliação: descreve o processo e o método de avaliação MA-MPS, os requisitos para avaliadores líderes, avaliadores adjuntos e Instituições Avaliadoras (IA); e
• Guia de Implementação: composto de 7 partes, cada uma delas descrevendo como implementar um determinado nível do MR-MPS.

Guias do MPS.BR

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Guia Geral do MPS.BR

Modelo de Referência MR-MPS

Contém os requisitos que os processos das unidades organizacionais devem atender para estar em conformidade com o MRMPS.
Ele contém as definições dos níveis de maturidade, processos e atributos do processo, O MR-MPS está em conformidade com os requisitos de modelos de referência de processo da norma ISO/IEC 15504-2 [ISO/IEC 15504-2, 2003].

Guia de Aquisição

É um documento complementar destinado a organizações que pretendam adquirir software e serviços correlatos. O Guia de Aquisição não contém requisitos do MR-MPS, mas boas práticas para a aquisição de software e serviços correlatos.

Guia de Implementação,

É composto de 7 partes descreve como implementar cada um dos níveis do MR-MPS.

Guia de Avaliação

Contém o processo e o método de avaliação MA-MPS, os requisitos para os avaliadores líderes, avaliadores adjuntos e Instituições Avaliadoras (IA).

Modelo de Negócio MN-MPS

Descreve regras de negócio para implementação do MR-MPS pelas Instituições Implementadoras (II), avaliação seguindo o MA-MPS pelas Instituições Avaliadoras (IA), organização de grupos de empresas para implementação do MR-MPS e avaliação MA-MPS pelas Instituições Organizadoras de Grupos de Empresas (IOGE), certificação de consultores de aquisição e programas anuais de treinamento por meio de cursos, provas e workshops MPS.BR.

Um resumo executivo dessas regras de negócio está disponível no [www.softex.br/mpsbr/ Portal SOFTEX]

Processos

Cada Nível de Maturidade ( A, B, C, D, E, F, G ), possui os seguintes processos:

Fundamentais

  • Aquisição,
  • Gerência de requisitos,
  • Desenvolvimento de requisitos,
  • Solução técnica, integração do produto,
  • Instalação do produto, e
  • Liberação do produto.

Organizacionais

  • Gerência de projeto,
  • Adaptação do processo para gerência de projeto,
  • Análise de decisão e resolução,
  • Gerência de riscos,
  • Avaliação e melhoria do processo organizacional,
  • Definição do processo organizacional,
  • Desempenho do processo organizacional,
  • Gerência quantitativa do projeto,
  • Análise e resolução de causas,
  • Inovação, e
  • Implantação na organização.

Apoio

  • Garantia de qualidade,
  • Gerência de configuração,
  • Validação,
  • Medição,
  • Verificação, e
  • Treinamento.

Capacidade

Os resultados dos processos são analisados:

AP 1.1 - O processo é executado

Este atributo é uma medida do quanto o processo atinge o seu propósito.

Resultado esperado:

* RAP 1. O processo atinge seus resultados definidos.

AP 1.2 - O processo é gerenciado;

Este atributo é uma medida do quanto a execução do processo é gerenciada.

Resultados esperados:

* RAP 2. Existe uma política organizacional estabelecida e mantida para o processo;

* RAP 3. A execução do processo é planejada;

* RAP 4 (Para o Nível G)6. A execução do processo é monitorada e ajustes são realizados para atender aos planos;
* RAP 4 (A partir do Nível F). Medidas são planejadas e coletadas para monitoração da execução do processo;

* RAP 5. Os recursos necessários para a execução do processo são identificados e disponibilizados;

* RAP 6. As pessoas que executam o processo são competentes em termos de formação, treinamento e experiência;

* RAP 7. A comunicação entre as partes interessadas no processo é gerenciada de forma a garantir o seu envolvimento no projeto;

* RAP 8. Métodos adequados para monitorar a eficácia e adequação do processo são determinados.

* RAP 9 (A partir do Nível F) A aderência dos processos executados às descrições de processo, padrões e procedimentos é avaliada objetivamente e são tratadas as não conformidades.

AP 2.2 - Os produtos de trabalho do processo são gerenciados;

Este atributo é uma medida do quanto os produtos de trabalho produzidos pelo processo são gerenciados apropriadamente.

Resultado esperado:

* RAP 10. Requisitos para documentação e controle dos produtos de trabalho são estabelecidos;

* RAP 11. Os produtos de trabalho são documentados e colocados em níveis apropriados de controle;

* RAP 12. Os produtos de trabalho são avaliados objetivamente com relação aos padrões, procedimentos e requisitos aplicáveis e são tratadas as não conformidades.

AP 3.1 - O processo é definido;

Consiste na implementação do processo definido.

Resultados esperados:

* RAP 13. Um processo padrão é definido, incluindo diretrizes para sua adaptação para o processo definido;

* RAP 14. A seqüência e interação do processo padrão com outros processos são determinadas.

AP 3.2 - O processo está implementado.

Este atributo é uma medida do quanto o processo padrão é efetivamente implementado como um processo definido para atingir seus resultados.

Resultado esperado:

* RAP 15. Dados apropriados são coletados e analisados, constituindo uma base para o entendimento do comportamento do processo, para demonstrar a adequação e a eficácia do processo, e avaliar onde pode ser feita a melhoria contínua do processo.

AP 4.1 O processo é medido.

Este atributo é uma medida do quanto os resultados de medição são usados para assegurar que o desempenho do processo apóia o alcance dos objetivos de desempenho relevantes como apoio aos objetivos de negócio definidos.

Resultados esperados:

* RAP 16. As necessidades de informação requeridas para apoiar objetivos de negócio relevantes da organização e dos projetos são identificadas;

* RAP 17. A partir do conjunto de processos padrão da organização e das necessidades de informação são selecionados os processos e/ou elementos do processo que serão objeto de análise de desempenho;

* RAP 18. Objetivos de medição do processo e/ou sub-processo são derivados das necessidades de informação;

* RAP 19. Objetivos quantitativos de qualidade e de desempenho dos processos e/ou sub-processos são derivados das necessidades de informação;

* RAP 20. Medidas e a freqüência de realização das medições são identificadas e definidas de acordo com os objetivos de medição do processo/sub-processo e os objetivos quantitativos de qualidade e de desempenho do processo;

* RAP 21. Resultados das medições são coletados, analisados e reportados para monitorar o atendimento dos objetivos quantitativos de qualidade e de desempenho do processo/sub-processo;

* RAP 22. Resultados de medição são utilizados para caracterizar o desempenho do processo/sub-processo.

AP 4.2 O processo é controlado

Este atributo é uma medida do quanto o processo é controlado estatisticamente para produzir um processo estável, capaz e previsível dentro de limites estabelecidos.

Resultados esperados:

* RAP 23. Técnicas de análise e de controle de desempenho são identificadas e aplicadas quando necessário;

* RAP 24. Limites de controle de variação são estabelecidos para o desempenho normal do processo;

* RAP 25. Dados de medição são analisados com relação a causas especiais de variação;

* RAP 26. Ações corretivas são realizadas para tratar causas especiais de variação;

* RAP 27. Limites de controle são redefinidos, quando necessário, seguindo as ações corretivas.

* RAP 28. Modelos de desempenho do processo são estabelecidos e mantidos.

AP 5.1 O processo é objeto de inovações

Este atributo é uma medida do quanto as mudanças no processo são identificadas a partir da análise de causas comuns de variação do desempenho e da investigação de enfoques inovadores para a definição e implementação do processo.

Resultados esperados:

* RAP 29. Objetivos de melhoria do processo são definidos de forma a apoiar os objetivos de negócio relevantes;

* RAP 30. Dados adequados são analisados para identificar causas comuns de variação no desempenho do processo;

* RAP 31. Dados adequados são analisados para identificar oportunidades para aplicar melhores práticas e inovações;

* RAP 32. Oportunidades de melhoria derivadas de novas tecnologias e conceitos de processo são identificadas;

* RAP 33. Uma estratégia de implementação é estabelecida para alcançar os objetivos de melhoria do processo.

AP 5.2 O processo é otimizado continuamente

Este atributo é uma medida do quanto as mudanças na definição, gerência e desempenho do processo têm impacto efetivo para o alcance dos objetivos relevantes de melhoria do processo.

Resultados esperados:

* RAP 34. O impacto de todas as mudanças propostas é avaliado com relação aos objetivos do processo definido e do processo padrão;

* RAP 35. A implementação de todas as mudanças acordadas é gerenciada para assegurar que qualquer alteração no desempenho do processo seja entendida e sejam tomadas as ações pertinentes;

* RAP 36. A efetividade das mudanças, levando em conta o seu desempenho resultante, é avaliada com relação aos requisitos do produto e objetivos do processo, para determinar se os resultados são devidos a causas comuns ou a causas especiais.

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Avaliação

7 – Métodos de Avaliação

A avaliação se dá segundo a maturidade de cada área de processo estabelecidas (práticas que implementam as áreas de processo). O método de avaliação tem como base a norma ISO/IEC 15504.

Para avaliação são utilizados os indicadores estabelecidos para medir o nível de implementação das práticas relacionadas a uma área de processo. Os indicadores são estabelecidos pela própria empresa e podem ser:

  • Diretos - Produtos intermediários, resultantes de uma atividade.
  • Indicadores Indiretos - Documentos que indicam que uma atividade foi realizada.
  • Afirmações:Resultado de entrevistas com a equipe dos projetos avaliados de acordo com quatro níveis:

*TI (Totalmente implementada),
*LI (Largamente Implementada),
*PI (Parcialmente Implementada), e
*NI (Não Implementada).

Após as verificações o grau de implantação de um processo é definido pea equipe de avaliação considerando os resultados da avaliação nos projetos avaliados.

O nível de maturidade da empresa (A, B, C, D, E, F ou G) é estabelecido quando todas as suas áreas, unidades, divisões ou setores possuírem aquele nível.

É possível, no entanto, que empresa, deseje avaliar apenas alguns de seus setores, áreas, unidades ou divisões (organização a ser avaliada).

Modelos de avaliação

Há dois dois modelos de avaliação:

  • Modelo de Referência para Melhoria do Processo de Software (MR mps). e
  • Modelo de Negócio para Melhoria de Processo de Software (MN mps).

Modelo de Referência para Melhoria do Processo de Software (MR mps)

O MA-MPS – Método de avaliação para melhoria do processo de software tem por objetivo orientar as avaliações, em conformidade com a norma ISO/IEC 15504, em empresa e organizações que implementaram o MR-MPS (Modelo de Referência).

A avaliação é realizada com uma equipe de 3 a 8 pessoas, com a seguinte composição:

* Avaliador líder - Uma pessoa que tem uma autorização formal da SOFTEX para executar uma avaliação MPS, como líder da equipe de avaliação, utilizando o Método de Avaliação MA-MPS.

* Avaliadores adjuntos - apóia o avaliador líder e a equipe de avaliação na execução da avaliação, e

* Técnicos da empresa avaliada.

A duração da avaliação é feita no período de até 4 dias úteis e sua validade é de três anos.

Estruturação da Avaliação:

* Planejamento e preparação da avaliação

* Plano de Avaliação / Descrição dos indicadores de processo;

* Conduzir Avaliação

* Resultado da avaliação;

* Relatar resultados

* Relatório da avaliação;

* Registrar e publicar resultados
* Banco de dados Softex

Modelo de Negócio para Melhoria de Processo de Software (MN mps)

Este modelo de negócios prevê duas situações:

-A implementação do MR mps de forma personalizada para uma empresa (MNE – Modelo de Negócio Específico);

-A implementação do MR mps de forma cooperada em grupo de empresas (MNC – Modelo de Negócio Cooperado), que visa facilitar a avaliação, tornando-a acessível às micro, pequenas e médias empresas por dividir proporcionalmente parte dos custos entre as empresas e por permitir buscar outras fontes de financiamento.

Credenciamento e Avaliação

No MNE, cada empresa negocia e assina um contrato com uma das instituições credenciadas para Implementação (ICI) do MR mps e, para avaliação, assina um outro contrato específico com uma Instituição Credenciada para Avaliação (ICA).

No MNC, reúne se um grupo de empresas sob um coordenador ou grupo de coordenadores, que toma a mesma iniciativa descrita anteriormente no que condiz a implementação e avaliação do MR mps.

MN-MPS – Modelo de negócio para melhoria do processo de software

Instituições que se propõem a implantar os processos MPS.Br (Instituições Implementadoras) podem se credenciar através de um documento:

  • Apresentação a instituição proponente,
  • Experiência em processos de software,
  • Estratégia de implementação do modelo,
  • Estratégia para seleção e treinamento de consultores para implementação do MR.MPS,
  • Estratégia para seleção e treinamento de avaliadores,
  • Lista de consultores de implementação treinados no modelo e aprovados em prova específica,
  • Lista de avaliadores treinados no modelo e aprovados em prova específica.

Cursos e certificação

A Softex realiza cursos para formação de consultores, compradores e avaliadores MPS.BR. São ao todo 4 cursos:

* Curso de Introdução - C1
* Curso de Implementação - C2
* Curso de Avaliaçao - C3
* Curso de Aquisição - C4

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